ITAM Subiu 11 Posições nas Prioridades de TI: O Que Está por Trás da Virada

Gestão de Ativos de TI (ITAM)

Em 2025, o ITAM (IT Asset Management) ocupava a 15ª posição na lista de prioridades estratégicas de TI das empresas. Em 2026, está no 4º lugar. Onze posições em um único ano.

Isso não é flutuação estatística. É o registro de um problema que atingiu um ponto de ruptura: empresas que tentaram gerenciar seus ativos de TI com quatro, cinco ou seis ferramentas separadas estão chegando ao limite operacional — e financeiro — desse modelo.

A ascensão do ITAM ao topo das prioridades reflete uma mudança estrutural na forma como as organizações entendem e controlam o que possuem em TI. Neste artigo, explicamos os três vetores que forçaram essa virada, por que a resistência à consolidação é cultural (e não técnica) e o que os líderes de TI precisam fazer agora.

Principais conclusões

  • O ITAM saltou do 15º para o 4º lugar nas prioridades estratégicas de TI em 2026 — 11 posições em um ano
  • NIS2, LGPD e diretivas de sustentabilidade exigem dados de ativos auditáveis, inviáveis com informação fragmentada
  • SaaS sprawl: 28% das licenças SaaS pagas nas empresas não são utilizadas (Zylo, 2025)
  • A resistência à consolidação de ferramentas de ativos é cultural, não técnica
  • Uma fonte única de verdade passou de diferencial competitivo para requisito de compliance
  • Empresas com ITAM consolidado reduzem em até 30% os custos com licenciamento de software (Gartner, 2025)

1. O que mudou em 2026 para o ITAM chegar ao topo

Há cinco anos, o ITAM era tratado como função de suporte: algo que a TI fazia porque precisava rastrear notebooks e servidores para fins contábeis. A gestão de ativos estava subordinada a planilhas, inventários manuais e ferramentas de descoberta parcial que nem sempre conversavam com o service desk.

O cenário mudou por duas razões convergentes.

Primeira: a complexidade do ambiente de ativos explodiu. Uma empresa de porte médio em 2026 gerencia hardware físico, máquinas virtuais, contêineres, licenças de software perpétuas, assinaturas SaaS, recursos de nuvem pública e dispositivos móveis corporativos — tudo ao mesmo tempo. Ferramentas construídas para o mundo de 2015 não conseguem cobrir esse espectro.

Segunda: regulamentações passaram a exigir rastreabilidade de ativos como condição de conformidade. Não é mais possível apresentar dados inconsistentes em uma auditoria e corrigir depois. A penalidade por não saber o que você possui — onde está, quem usa, qual a versão — passou a ser concreta.

A combinação de complexidade crescente com exigência regulatória elevou o ITAM de função administrativa para prioridade estratégica de TI.

2. Os três vetores que forçaram a mudança

2.1 Compliance: NIS2, LGPD e sustentabilidade exigem ativos rastreáveis

A diretiva europeia NIS2, em vigor desde outubro de 2024, obriga organizações que operam na União Europeia (ou que fornecem para empresas europeias) a manter inventários atualizados de ativos críticos de TI. Sem isso, não há como demonstrar conformidade com os requisitos de gestão de risco da diretiva.

No Brasil, a LGPD exige saber exatamente onde dados pessoais são processados e armazenados — o que pressupõe controle granular de ativos. Um servidor não inventariado pode ser um sistema legado rodando dados de clientes sem qualquer proteção. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) tem intensificado fiscalizações desde 2024.

Além disso, relatórios ESG e diretivas de sustentabilidade digital passaram a exigir métricas de consumo energético por ativo, ciclo de vida de hardware e descarte responsável — dados que simplesmente não existem em ambientes com inventário fragmentado.

Em resumo: compliance de 2026 pressupõe visibilidade de ativos de 2026. Inventários parciais geram riscos legais e regulatórios mensuráveis.

2.2 SaaS sprawl: o custo que estava escondido

Entre 2020 e 2025, o número médio de aplicações SaaS por empresa cresceu 42% (Gartner). O problema não é ter muitas ferramentas — é não saber quais estão sendo usadas.

Segundo o SaaS Management Benchmark Report da Zylo (2025), 28% das licenças SaaS pagas nas empresas não são utilizadas. Em uma empresa com 500 funcionários pagando R$ 200 por usuário por mês em ferramentas variadas, isso representa dezenas de milhares de reais em desperdício mensal — dinheiro que só se torna visível quando há uma ferramenta capaz de correlacionar licenças compradas com login ativo.

O SaaS sprawl também cria shadow IT: funcionários que contratam ferramentas por conta própria, fora do controle da TI. Essas ferramentas processam dados corporativos, integram com sistemas críticos e representam vetores de risco de segurança que a área de TI simplesmente não vê — porque não estão no inventário.

2.3 Nuvem e virtualização: ativos que não existem fisicamente

Um ativo de TI em 2026 pode ser uma instância EC2 na AWS que existe por 72 horas e é desligada. Pode ser um contêiner Kubernetes que escala automaticamente. Pode ser uma licença Microsoft 365 atribuída a um funcionário que saiu da empresa há três meses.

Ferramentas de inventário tradicionais — baseadas em varreduras de rede agendadas — não conseguem capturar ativos efêmeros. O resultado é um CMDB que nasce desatualizado: no momento em que o relatório é gerado, parte dos ativos que ele descreve já não existe, e ativos novos já foram criados sem registro.

3. O problema real: quatro ferramentas, quatro verdades

A maioria das empresas que apresenta dificuldade com ITAM não tem nenhuma ferramenta de gestão de ativos. Tem demais. O cenário típico:

O que gerenciar Ferramenta usada Onde fica a informação
Hardware físico Sistema de inventário legado Banco de dados do inventário
Software on-premises SAM separado Relatório semanal em Excel
Assinaturas SaaS Planilha do financeiro Google Sheets compartilhado
Infraestrutura em nuvem Console AWS/Azure Portal do provedor
Licenças Microsoft Microsoft 365 Admin Center Portal Microsoft

Cinco fontes de informação. Cinco “verdades” sobre os ativos da organização. Quando o CISO precisa responder a um incidente e precisa saber imediatamente quais sistemas estão rodando qual versão de software vulnerável, ele não tem uma resposta — tem cinco dashboards que não concordam entre si.

4. A resistência à consolidação não é técnica — é cultural

Quando apresentamos a proposta de consolidar ferramentas de ativos para times de TI, a resistência quase nunca é técnica. O argumento é sempre o mesmo: “o time de infraestrutura usa essa ferramenta há anos e está acostumado”, ou “o financeiro tem seus próprios processos com a planilha”.

Cada área construiu seus próprios processos ao redor de sua própria ferramenta. A ferramenta virou símbolo de autonomia — e consolidar significa ceder controle.

O problema é que esse controle é ilusório. Uma área que “controla” seus dados de ativos em uma ferramenta isolada, na prática, está isolada de todas as outras. Quando há uma decisão que cruza domínios — uma atualização de segurança, uma renegociação de contrato, uma auditoria — o silos se parte.

A A Nova, como primeiro parceiro InvGate no Brasil, acompanha dezenas de implementações de ITAM por ano. O que diferencia as que têm sucesso das que fracassam não é a qualidade técnica da ferramenta. É se a liderança de TI conseguiu criar um mandato claro para a consolidação — e comunicar os motivos de negócio para todas as áreas envolvidas.

Consolidação de ITAM não é projeto de TI. É projeto de mudança organizacional.

5. O custo real de manter sistemas fragmentados

Equipes de TI raramente calculam o custo total da fragmentação porque os custos são invisíveis: tempo perdido cruzando dados, erros de decisão por informação incompleta, compliance risks que só se materializam em auditoria.

Licenças não utilizadas: O desperdício médio com licenças SaaS não gerenciadas é de 28% do valor total pago. Para uma empresa que gasta R$ 500 mil por ano em software, isso representa R$ 140 mil em custo evitável por ano.

Tempo de auditoria: Sem um inventário único, cada auditoria de software exige um projeto de levantamento ad hoc. Empresas relatam gastos de 80 a 200 horas de trabalho técnico por auditoria — tempo que poderia ser eliminado com uma fonte única de verdade atualizada em tempo real.

Custo de incidentes de segurança: Segundo o IBM Cost of a Data Breach Report, ambientes fragmentados aumentam o MTTR (Mean Time to Resolve) de incidentes de segurança em média 34%. Cada hora de atraso na identificação de sistemas afetados tem custo operacional e reputacional concreto.

Multas de auditoria de software: Empresas auditadas pela BSA (Business Software Alliance) sem controle centralizado de licenças frequentemente descobrem subutilização e superutilização simultâneas. As multas de auditorias de conformidade superam em geral o custo de um sistema de ITAM por vários anos.

6. O que é uma fonte única de verdade para ativos de TI

Uma fonte única de verdade para ativos de TI (Single Source of Truth, ou SSOT) é um repositório centralizado e continuamente atualizado que consolida informações sobre todos os ativos da organização — hardware, software, SaaS, nuvem e dispositivos — em um único sistema de registro.

O SSOT não é apenas um banco de dados. É um sistema vivo, alimentado por descoberta automática e integrado aos processos de negócio da organização (compras, RH, service desk, segurança).

As características de um verdadeiro SSOT para ITAM:

  • Descoberta automática e contínua — não depende de inventários manuais ou varreduras agendadas
  • Cobertura multiplataforma — hardware, software on-premises, SaaS, nuvem, dispositivos móveis
  • Integração nativa com ITSM — ativos vinculados a tickets, mudanças e problemas
  • Gestão de ciclo de vida — do procurement à aposentadoria do ativo
  • Reconciliação de licenças — licenças compradas vs. instaladas vs. utilizadas em tempo real
  • Trilha de auditoria — histórico de mudanças por ativo, pronto para compliance

7. Como consolidar: etapas práticas para times de TI no Brasil

Passo 1: Mapeie o que você tem hoje

Antes de consolidar, entenda a fragmentação atual. Liste todas as ferramentas usadas para gerenciar qualquer tipo de ativo de TI, quem as usa, quais dados elas contêm e como essas informações são usadas nas decisões. Esse mapeamento geralmente revela ferramentas que ninguém sabe que existem, dados duplicados e inconsistentes, e áreas que criaram processos paralelos.

Passo 2: Defina o escopo da consolidação

Não tente consolidar tudo ao mesmo tempo. Uma abordagem em fases funciona melhor: comece com hardware físico e software on-premises, depois avance para SaaS e assinaturas, e por fim cubra nuvem e ativos dinâmicos. Cada fase entrega valor imediato antes de avançar para a próxima.

Passo 3: Obtenha o mandato da liderança

Consolidação de ferramentas que cruzam domínios organizacionais precisa de apoio explícito da liderança. Sem esse mandato, áreas que resistem à mudança continuarão usando suas ferramentas paralelas indefinidamente. Apresente o business case com números concretos: custo de licenças não utilizadas, horas gastas em auditorias manuais, riscos de compliance.

Passo 4: Implemente descoberta automática primeiro

Antes de qualquer migração de dados, ative a descoberta automática de ativos. Isso cria uma linha de base confiável — e frequentemente já revela ativos desconhecidos, licenças duplicadas e shadow IT. Ferramentas como o InvGate Asset Management realizam a descoberta por múltiplos mecanismos: agente nos endpoints, varredura de rede sem agente e integração com diretórios como Active Directory e Azure AD.

Passo 5: Integre com o service desk

Um ativo integrado ao service desk é operacional. Quando um chamado é aberto, o técnico vê imediatamente o histórico do equipamento, software instalado, contratos e garantias. Quando uma mudança é aprovada, ela é vinculada ao ativo afetado. Essa integração elimina a pergunta mais comum em operações de TI: “mas qual é a configuração exata desse servidor?”

Passo 6: Estabeleça SLAs de qualidade de dados

Um inventário que começa bom, mas não é mantido, perde valor rapidamente. Defina responsáveis pela qualidade dos dados, frequência de reconciliação e indicadores que sinalizem quando o inventário está desatualizado.

8. InvGate Asset Management: consolidação nativa

O InvGate Asset Management é a plataforma de ITAM escolhida pela A Nova para implementação em clientes brasileiros — empresas públicas e privadas, de médio a grande porte.

A plataforma foi construída com a premissa de consolidação: um único sistema capaz de cobrir hardware, software, SaaS, nuvem e dispositivos móveis, com descoberta automática e integração nativa com o InvGate Service Management (ITSM).

Principais capacidades:

  • Descoberta automática por agente e por varredura de rede
  • Gestão de software com reconciliação automática de licenças
  • Integração SaaS para rastrear assinaturas e uso real
  • CMDB integrado com mapeamento de dependências entre ativos
  • Gestão de contratos e garantias com alertas de vencimento
  • Relatórios de compliance prontos para auditorias LGPD e ISO 27001
  • Integração nativa com InvGate ITSM — ativos vinculados a tickets, mudanças e CIs

Com base na experiência da A Nova implementando InvGate em empresas brasileiras — prefeituras, autarquias, empresas industriais e organizações de saúde — a implementação padrão inclui configuração da descoberta automática, migração de dados do inventário existente e treinamento da equipe de TI.

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FAQ — Perguntas frequentes sobre ITAM em 2026

O que é ITAM e para que serve?

ITAM (IT Asset Management) é o conjunto de práticas e tecnologias usadas para rastrear, gerenciar e otimizar os ativos de TI de uma organização ao longo de todo o seu ciclo de vida — da aquisição ao descarte. Em 2026, ITAM cobre hardware, software, SaaS, nuvem e dispositivos móveis, e serve para reduzir custos, garantir conformidade regulatória e apoiar decisões de TI com dados precisos.

Por que o ITAM subiu tanto nas prioridades de TI em 2026?

Três fatores convergiram: (1) regulamentações como NIS2 e LGPD passaram a exigir inventários auditáveis como condição de compliance; (2) o SaaS sprawl criou custos ocultos significativos com licenças não utilizadas; (3) ambientes híbridos tornaram o inventário manual inviável. A combinação forçou as organizações a tratar o ITAM como prioridade estratégica.

Qual a diferença entre ITAM e CMDB?

O CMDB (Configuration Management Database) é um subcomponente do ITAM. Enquanto o ITAM cobre o ciclo de vida completo dos ativos (aquisição, uso, manutenção, descarte), o CMDB foca nos relacionamentos e dependências entre itens de configuração relevantes para os serviços de TI. Um ITAM maduro alimenta o CMDB com dados precisos e atualizados automaticamente.

Quantas ferramentas de gestão de ativos uma empresa deve ter?

Idealmente, uma. Sistemas fragmentados criam inconsistências, aumentam o custo operacional e tornam impossível ter uma visão consolidada. A tendência de 2026 é a consolidação em plataformas que cobrem hardware, software e SaaS em um único sistema — como o InvGate Asset Management.

Como o ITAM ajuda com a LGPD?

A LGPD exige saber onde dados pessoais são processados e armazenados. Um sistema de ITAM atualizado permite identificar todos os sistemas que contêm ou processam dados pessoais, mapear fluxos de dados entre ativos e responder rapidamente a solicitações de auditoria. Sem inventário preciso, qualquer declaração de conformidade com a LGPD é uma estimativa.

InvGate Asset Management funciona para empresas públicas no Brasil?

Sim. A A Nova tem implementações do InvGate Asset Management em prefeituras, autarquias e órgãos estaduais. A plataforma atende os requisitos de gestão de ativos de TI do setor público brasileiro, incluindo rastreabilidade para auditorias do TCE/TCU, gestão de contratos de licenciamento e relatórios para fins contábeis e de patrimônio.

Conclusão

O salto do ITAM do 15º para o 4º lugar nas prioridades de TI não é tendência — é diagnóstico. As organizações chegaram ao limite do que é possível gerenciar com ferramentas fragmentadas, e a pressão regulatória eliminou a opção de continuar postergando a consolidação.

A pergunta deixou de ser “por que consolidar?” e passou a ser “como consolidar sem paralisar a operação?”

A resposta começa com uma avaliação honesta do estado atual — quantas ferramentas sua empresa usa hoje só para saber o que ela possui em TI — e com um mandato claro da liderança para que a consolidação aconteça de forma coordenada. Entre em contato com a A Nova para dar o primeiro passo.

InvGate Gold Partner Brasil — A Nova
A Nova Soluções Tecnológicas — Primeiro Parceiro InvGate Gold no Brasil

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